
De mim
parte um canto guerreiro
um vôo rasante talvez
rumo norte
caminho trilhado da cana-de-açúcar
ao trigo crescido, pingado de sangue
do corte do açoite.
Suor escorrido da briga do dia
que os ventos do sul e o tempo distante
não podem ocultar.
De mim
parte um abraço feroz
um corpo tomado no verde do campo -
beijado no negro da boca da noite
amado na relva, gemido contido
calado na entranha
oculto do medo da luz do luar.
De mim
parte uma fera voraz
(com sede, com fome)
de garras de tigre
pisar de elefante correndo nas veias
de fogo queimando vermelho nas matas
rugir de leões bailando no ar.
De mim
parte um pedaço de terra
semente de vida com gosto de mel
criança parida com cheiro de luta
com jeito de briga na areia da praia
de pele retinta, deitada nas águas
sugando os seios das ondas do mar.
De mim
parte NEGRITUDE
um golpe mortal
negrura rasgando o ventre da noite
punhal golpeando o colo do dia
um punho mais forte que as fendas
de aço
das portas trancadas
da casa da história
parte um canto guerreiro
um vôo rasante talvez
rumo norte
caminho trilhado da cana-de-açúcar
ao trigo crescido, pingado de sangue
do corte do açoite.
Suor escorrido da briga do dia
que os ventos do sul e o tempo distante
não podem ocultar.
De mim
parte um abraço feroz
um corpo tomado no verde do campo -
beijado no negro da boca da noite
amado na relva, gemido contido
calado na entranha
oculto do medo da luz do luar.
De mim
parte uma fera voraz
(com sede, com fome)
de garras de tigre
pisar de elefante correndo nas veias
de fogo queimando vermelho nas matas
rugir de leões bailando no ar.
De mim
parte um pedaço de terra
semente de vida com gosto de mel
criança parida com cheiro de luta
com jeito de briga na areia da praia
de pele retinta, deitada nas águas
sugando os seios das ondas do mar.
De mim
parte NEGRITUDE
um golpe mortal
negrura rasgando o ventre da noite
punhal golpeando o colo do dia
um punho mais forte que as fendas
de aço
das portas trancadas
da casa da história





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